Esta semana acompanhei pela
mídia os eventos ocorridos em nossa cidade, promovida pelos “estudantes” e
demais”cidadãos” em virtude do aumento da tarifa dos transportes
metropolitanos. Que o transpote público
é ineficiente e precário, é ponto pacífico. Em regiões como a zona Leste, o trabalhador
precisa ser um forte e valente para adentrar nos coletivos, sempre abarrotados
e quase sempre com atraso. O trabalhador precisa levantar mais cedo, as vezes
sem o café da manhã e sem dar um beijo na esposa ou nos filhos. Pela manhã o
trânsito é infernal e violento, com milhares de carros (geralmente apenas com o
motorista) e motocicletas, com semáforos desregulados e muitos inoperantes.
Sim, o trabalhador é um forte e valente. Ao chegar no local de trabalho o
patrão ou supervisor o observa com irritação e duvida que os constantes atrasos
sejam em virtude do trânsito. O cidadão já chega cansado, frustrado e irritado
e já pensa no retorno ao lar sem antes ter que enfrentar o caótico formigueiro
de gentes e máquinas...sim, o trabalhador é um forte!
Assim, as passeatas e
reuniões promovidas por entidades estudantis e sindicais, teriam o respaldo e
aceitação de toda a classe trabalhadora, certo?...Errado!
O movimento com suas reuniões
e passeatas perderam toda a legitimidade quando os manifestantes descumpriram o
aviso previamente aceito e acordado entre cidadãos e estudantes e a Polícia Militar de não adentrarem e bloquearem
a principal via da cidade, a Av. Paulista. Em virtude da grande massa de
manifestantes, os líderes sentiram-se fortalecidos e confiantes em mostrar sua
força e quebraram o pacto...o resultado foi o que se seguiu: Quebra-quebras,
destruição de patrimônios publícos, atos
de vandalismo, corre-corre e a instauração de um verdadeiro palco de guerra e
terrorismo. A PM, por sua vez, despreparada e truculenta, soltou suas feras com
sede de vingança e prepotência, por se
ver enfrentada e desrespeitada, fato não muito comum para a instituição.
Sim, alguns policiais usaram
de covardia e vilania, encobertadas pelo distintivo em sua tarefa de liberar a
av. Paulista e arredores, isto é fato filmado, e documentado, mas, e os
estudantes, seriam realmente todos estudantes ou trabalhadores?...Não haveria
no meio da turba, pessoas instruídas em praticar atos de vandalismo?..Se o ato
é contra o aumento da tarifa, porque então houve saques à caixas eletrônicos e lojas e bancas de
jornais...porque vidros de restaurantes
e prédios comerciais foram destruídos...Não cheira ao sr., caro leitor, de algo manipulado e orquestrado por pessoas
sem identificação com a classe trabalhadora e estudantil?...Que o movimento era
justo, o deixou de ser à partir do momento que o primeiro estudante pisou na av. Paulista e se tornou contraditório e
pusilâmine quando alguns “pau mandados” começaram a incitação aos atos de
vandalismo e saques generalizados.
É quase certeza que a brava
classe trabalhadora de São Paulo, em sua totalidade repudiaram esta passeata,
pois esta, ao contrário do falso slogan “Não é pelos $0,20”, mostrou os “novos
revolucionários” acéfalos e facilmente conduzidos à um caminho diametralmente
oposto ao caminho original, ingênuos e
manipulados por espertalhões políticos e facínoras.
Agora cabe ao Ministério
Público procurar os irresponsáveis e responsáveis das duas partes e aplicar a
pena estabelecida pela Constituição, tanto às entidades estudantis e demais que
promoveram a passeata e também à Polícia Militar, por seus atos excessívos e
truculentos.
São Paulo, 15 de junho de 2.013.
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