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sábado, 15 de junho de 2013

Os Novos revolucionário




Esta semana acompanhei pela mídia os eventos ocorridos em nossa cidade, promovida pelos “estudantes” e demais”cidadãos” em virtude do aumento da tarifa dos transportes metropolitanos.  Que o transpote público é ineficiente e precário, é ponto pacífico. Em regiões como a zona Leste, o trabalhador precisa ser um forte e valente para adentrar nos coletivos, sempre abarrotados e quase sempre com atraso. O trabalhador precisa levantar mais cedo, as vezes sem o café da manhã e sem dar um beijo na esposa ou nos filhos. Pela manhã o trânsito é infernal e violento, com milhares de carros (geralmente apenas com o motorista) e motocicletas, com semáforos desregulados e muitos inoperantes. Sim, o trabalhador é um forte e valente. Ao chegar no local de trabalho o patrão ou supervisor o observa com irritação e duvida que os constantes atrasos sejam em virtude do trânsito. O cidadão já chega cansado, frustrado e irritado e já pensa no retorno ao lar sem antes ter que enfrentar o caótico formigueiro de gentes e máquinas...sim, o trabalhador é um forte!
Assim, as passeatas e reuniões promovidas por entidades estudantis e sindicais, teriam o respaldo e aceitação de toda a classe trabalhadora, certo?...Errado!
O movimento com suas reuniões e passeatas perderam toda a legitimidade quando os manifestantes descumpriram o aviso previamente aceito e acordado entre cidadãos e estudantes e a  Polícia Militar de não adentrarem e bloquearem a principal via da cidade, a Av. Paulista. Em virtude da grande massa de manifestantes, os líderes sentiram-se fortalecidos e confiantes em mostrar sua força e quebraram o pacto...o resultado foi o que se seguiu: Quebra-quebras, destruição de patrimônios  publícos, atos de vandalismo, corre-corre e a instauração de um verdadeiro palco de guerra e terrorismo. A PM, por sua vez, despreparada e truculenta, soltou suas feras com sede de vingança e prepotência,  por se ver enfrentada e desrespeitada, fato não muito comum para a instituição.
Sim, alguns policiais usaram de covardia e vilania, encobertadas pelo distintivo em sua tarefa de liberar a av. Paulista e arredores, isto é fato filmado, e documentado, mas, e os estudantes, seriam realmente todos estudantes ou trabalhadores?...Não haveria no meio da turba, pessoas instruídas em praticar atos de vandalismo?..Se o ato é contra o aumento da tarifa, porque então houve saques à  caixas eletrônicos e lojas e bancas de jornais...porque vidros de restaurantes  e prédios comerciais foram destruídos...Não cheira ao sr., caro leitor,  de algo manipulado e orquestrado por pessoas sem identificação com a classe trabalhadora e estudantil?...Que o movimento era justo, o deixou de ser à partir do momento  que o primeiro estudante pisou na  av. Paulista e se tornou contraditório e pusilâmine quando alguns “pau mandados” começaram a incitação aos atos de vandalismo e saques generalizados.
É quase certeza que a brava classe trabalhadora de São Paulo, em sua totalidade repudiaram esta passeata, pois esta, ao contrário do falso slogan “Não é pelos $0,20”, mostrou os “novos revolucionários” acéfalos e facilmente conduzidos à um caminho diametralmente oposto  ao caminho original, ingênuos e manipulados por espertalhões políticos e facínoras.
Agora cabe ao Ministério Público procurar os irresponsáveis e responsáveis das duas partes e aplicar a pena estabelecida pela Constituição, tanto às entidades estudantis e demais que promoveram a passeata e também à Polícia Militar, por seus atos excessívos e truculentos.

                                                                                                                                                                    São Paulo, 15 de junho de 2.013.

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